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2022 e muitas incertezas

 Há três meses  atras, quando pensei escrever esse texto, ia escrever com um tom mais para baixo, um futuro com incertezas, meio pessimista, mas, para variar, eu enrolo para começar. E que bom que dessa vez eu enrolei. Eis que, simplesmente, o Ronaldo  veio comprar o Cruzeiro. Medos e incertezas que eu tinha quanto a possíveis nomes estrangeiros, que não teriam nenhum apego ao Cruzeiro, ao clube, ao que significa Cruzeiro, diminuíram muito com a vinda do Ronaldo. Ainda vou falar das outras  incertezas, mas num tom bem mais diferente,  bem mais esperançoso. 

O Cruzeiro é o primeiro clube no Brasil a virar uma SAF, Sociedade Anônima de Futebol. Basicamente agora temos dois CNPJ, o antigo (que tem as dívidas, de quando o clube era uma associação social sem fins lucrativos) e esse novo da SAF. E só por isso, só por ser o primeiro, já tem um monte de incertezas. Como que vai funcionar isso? O que que vai mudar? Como que serão os investimentos ? E por ai vai. 

E também têm as dúvidas de como será a gestão Ronaldo, O foco é revelar jogador? Ser campeão sempre que possível? Time só com meninos ou mesclado? Vai só melhorar um pouquinho a imagem do clube e revendê-lo? Teremos uma gestão unificada com o Valladolid? Enfim, um monte de dúvidas.

Mas com o passar do tempo e o impacto, a poeira abaixando e, principalmente, o trabalho do futebol acontecendo, a sensação de incerteza foi passando. A inusitada escolha de Paulo Pezzolano e seu estilo bem ofensivo, de predomínio da posse de bola, de marcação la em cima, do jogo bem trabalhado, para comandar e dirigir  esse projeto inicial vem agradando. O elenco também mudou muito, até o Fábio saiu.

Realmente começou uma nova era. 

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