Há três meses atras, quando pensei escrever esse texto, ia escrever com um tom mais para baixo, um futuro com incertezas, meio pessimista, mas, para variar, eu enrolo para começar. E que bom que dessa vez eu enrolei. Eis que, simplesmente, o Ronaldo veio comprar o Cruzeiro. Medos e incertezas que eu tinha quanto a possíveis nomes estrangeiros, que não teriam nenhum apego ao Cruzeiro, ao clube, ao que significa Cruzeiro, diminuíram muito com a vinda do Ronaldo. Ainda vou falar das outras incertezas, mas num tom bem mais diferente, bem mais esperançoso.
O Cruzeiro é o primeiro clube no Brasil a virar uma SAF, Sociedade Anônima de Futebol. Basicamente agora temos dois CNPJ, o antigo (que tem as dívidas, de quando o clube era uma associação social sem fins lucrativos) e esse novo da SAF. E só por isso, só por ser o primeiro, já tem um monte de incertezas. Como que vai funcionar isso? O que que vai mudar? Como que serão os investimentos ? E por ai vai.
E também têm as dúvidas de como será a gestão Ronaldo, O foco é revelar jogador? Ser campeão sempre que possível? Time só com meninos ou mesclado? Vai só melhorar um pouquinho a imagem do clube e revendê-lo? Teremos uma gestão unificada com o Valladolid? Enfim, um monte de dúvidas.
Mas com o passar do tempo e o impacto, a poeira abaixando e, principalmente, o trabalho do futebol acontecendo, a sensação de incerteza foi passando. A inusitada escolha de Paulo Pezzolano e seu estilo bem ofensivo, de predomínio da posse de bola, de marcação la em cima, do jogo bem trabalhado, para comandar e dirigir esse projeto inicial vem agradando. O elenco também mudou muito, até o Fábio saiu.
Realmente começou uma nova era.
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