2023 já acabou, o mineiro de 24 já começou e nada de postagem aqui. É, eu sei. Parece até que perdemos o timing ou desistimos de fingir que tem algum movimento por aqui, mas na verdade não. Ok, enrolamos um pouco, porém essa demora, nesse caso específico, é boa. Com essa demora dá para ver e fazer análises com mais frieza. Tendo dito isso, comecemos.
2023 não foi bem como imaginamos, teve bem mais emoções (no mau sentido) que o esperado. Tivemos teste no Mineiro, que não deram muito certo, mas pelo menos serviram para mostrar que Ian Lucas estava pronto para o profissional. Depois de uma eliminação para o América tivemos a saída do Pezzolano e mais incertezas do que esperar e do que seria o nosso Brasileirão.
Nesse limbo que fica, por termos sido eliminados precocemente no estadual até o primeiro jogo pelo Brasileiro, tivemos o anúncio de Pepa, um jovem técnico português, promissor, que tinha alguns bons trabalhos em times pequenos e/ou médios. Uma aposta, mas com algum estudo, uma análise por trás.
Já de início tivemos uma bela surpresa, o limbo sem jogos foi bem aproveitado e logo de cara vimos um time bem mais competitivo na estreia do Brasileiro. O primeiro turno inteiro foi bem nessa toada, só que com um porém, mais para perto do final do turno foi ficando evidente que um certo pragmatismo parecia nos estar custando pontos, e isso foi irritando um pouco, dava a sensação que com o que tínhamos podíamos render mais. Alguns meio gato pingado pediam a troca de técnico, a grande maioria ainda não. Não podemos cravar se teve ou não algum problema no vestiário o alguma coisa assim, mas a saída dele foi num momento até surpreendente. O time estava longe de ser aquelas mil maravilhas, mas competia. Tinha uma enorme dificuldade para criar jogadas e finalizar ao gol ? Tinha, mas ainda assim, existia uma ideia de jogo que era trabalhada e aplicada com clareza para o telespectador.
Saindo um pouco da ordem cronológica, a eliminação na Copa do Brasil foi meio frustrante. Aconteceu algum tempo antes do Pepa ser sacado. Empatamos fora de casa com Grêmio, no primeiro jogo, sendo muito superiores a eles. E não foi só esse primeiro confronto, mas também o jogo pelo Brasileiro, a superioridade nós dois colaboraram muito para que essa sensação de frustração tomasse conta ao fim do segundo jogo, com a eliminação. Eliminações em que se joga tão melhor que o adversário são assim.
Depois, com a saída do Pepa, tentaram com o Zé Ricardo, meio que rompendo com o perfil até então apresentado. O Zé não é/era uma promessa e não teve os times dele com um futebol ofensivo. A favor dele, ele tinha um bom aproveitamento dos meninos da base no time principal. Utilização essa que estava sendo algo muito requisitada pela torcida e mídia no momento e, inclusive, chegaram a questionar o Pepa várias vezes,do porquê dele não usá-los. Além disso, o Zé, na maioria dos seus trabalhos anteriores, conseguia a porcentagem de aproveitamento suficiente para que não fossemos rebaixados. Tentaram. Não funcionou e a corda do rebaixamento se fez sentir presente em nossos pescoços.
Nessa reta final de ano, com a maior pressão da temporada, até tivemos invasão de campo, a diretoria decidiu fazer uma solução mais caseira e colocaram Seabra (do sub 20) e Autuori para tentar salvar a lavoura. E conseguiram.
Se olharmos a montagem de elenco, veremos mais acertos que erros, porém esses erros quase custaram muito. Ok, temos que dar um desconto, já que o time foi montado e remontado uma 3 vezes no ano. E sim, vieram reforços importantíssimos, como o Lucas Silva. Só que o ataque continuou fraco, produzindo e entregando pouco ou quase nada. Conseguimos a proeza de ser o pior ataque e a melhor defesa do campeonato, então é evidente que os acertos foram grandes assim como os erros.
Para esse ano de 2024 já voltamos para o padrão apresentado na escolha e perfil do comando técnico, mas com uma pequenina diferença, o Larcamón, técnico escolhido para dirigir o Cruzeiro essa temporada, acabou de ser campeão continental, foi campeão da CONCACHAMPIONS pelo León do México. Ainda é cedo para avaliar o trabalho dele, apenas 4 jogos, sem contar que o elenco ainda esta sendo montado. O que já dá para avaliar é o perfil das contratações, um mercado bem mais ambicioso e, claramente, visando a questão física. Nomes como Romero, Villalba e Dinenno mostram que vamos mais forte essa temporada e nomes como Verón e Cifuentes mostram que estamos atentos ao mercado.
2024 parece entregar emoções, mas dessa vez no bom sentido.
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